MindsEye deu a volta por cima e está se recuperando, diz CEO

Mark Gerhard, o CEO da Build a Rocket Boy decidiu vir a público para falar sobre a situação atual do título.

Após todas as polêmicas que envolveram o desastroso lançamento de MindsEye no ano passado, o CEO da Build a Rocket Boy, Mark Gerhard, decidiu vir a público para falar sobre a situação atual do título.

Em entrevista recente ao GamesBeat, o executivo admitiu que tiveram, sem dúvida, “o pior lançamento da história”, reconhecendo que o jogo chegou com muitos problemas técnicos. No entanto, ele afirma que o título finalmente deu a volta por cima, com as vendas supostamente dobrando a cada semana.

Mas, ao que parece, a realidade na Steam conta uma história bem diferente. O jogo registra apenas 67% de avaliações positivas nas últimas semanas, além de contar com uma base de jogadores ativos minúscula na plataforma da Valve, com picos recentes que mal passam de 60 usuários simultâneos.

De acordo com Gerhard, a reputação negativa não se deve apenas aos bugs, mas a uma campanha de sabotagem intencional liderada por ex-funcionários e criadores de conteúdo. O CEO alega que as autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos já estão investigando o caso para possíveis prisões.

“Identificamos os envolvidos, e agora o caso está com as autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos. Posso confirmar que eles estão nos ajudando na investigação, mas agora está nas mãos deles. Vamos deixar que façam seu trabalho, com possíveis prisões ou anúncios no momento certo. Por enquanto, não vamos comentar mais nada. Vamos deixar a justiça seguir seu curso.”

Vale lembrar que, nos últimos meses, a situação nos bastidores tem sido conturbada. A Build a Rocket Boy passou por rodadas de demissões e chegou a instalar softwares de vigilância nos computadores dos funcionários em busca de “sabotadores”.

Além disso, a IO Interactive, que atuava como publicadora do título, encerrou seu acordo de publicação com o estúdio.

Respondendo aos rumores de que MindsEye teria sido um dos jogos com mais reembolsos do mundo, Gerhard negou as informações. Segundo ele, as taxas ficaram na casa de 2,2% no Xbox e 3,2% no PlayStation, números que ele considera alinhados com o resto da indústria.


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