Depois de anos de rumores, a Ubisoft finalmente confirmou a existência de Assassin’s Creed 4: Black Flag Resynched. A aventura pirata da Ubisoft continua sendo uma dos games mais queridos de toda a franquia. Navegar pelo Caribe como Edward Kenway ainda é incrível mais de uma década depois, e o combate naval de Black Flag ajudou a redefinir o design de mundo aberto durante a era do PlayStation 3 e Xbox 360. Poucos jogos capturam tão bem a fantasia de ser um capitão pirata. Mesmo hoje, é fácil iniciar o jogo e perder horas explorando ilhas, caçando navios e ouvindo canções marítimas em meio a tempestades a bordo do Gralha.
Ainda assim, por mais empolgado que eu esteja com o remake, não posso ignorar o quanto estou frustrado com a Ubisoft. O cancelamento do Prince of Persia: The Sands of Time Remake dói, especialmente ao ver o trabalho colocado em Black Flag Resynched. O Prince of Persia: The Sands of Time original não está disponível nos consoles modernos, e o jogo claramente mostra sua idade tanto em mecânicas quanto visualmente. Após a excelente recepção de Prince of Persia: The Lost Crown, parece que a Ubisoft tinha a oportunidade perfeita para restaurar uma de suas franquias mais influentes. Em vez disso, a empresa está focada em refazer um jogo que ainda funciona muito bem hoje.
Assassin’s Creed 4: Black Flag envelheceu extremamente bem

O principal motivo pelo qual alguns fãs questionam um remake de Assassin’s Creed Black Flag é simples: o jogo original ainda parece moderno em muitos aspectos e continua sendo um dos melhores jogos de pirata de todos os tempos. Lançado em 2013, ele chegou durante a transição entre gerações de consoles e esteve disponível para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, Wii U e PC. A Ubisoft depois garantiu que o jogo continuasse acessível por meio de retrocompatibilidade e lojas digitais. O jogo também está disponível no Nintendo Switch e roda muito bem no modo portátil.
Essa acessibilidade mostra que os jogadores podem experimentar Black Flag facilmente em hardware moderno hoje, sem precisar recorrer a sistemas antigos ou lidar com problemas de compatibilidade. Além disso, o próprio jogo ainda impressiona visualmente. Os ambientes tropicais, a renderização do oceano, os efeitos climáticos e o combate naval continuam visualmente marcantes mesmo comparados a títulos mais recentes de mundo aberto. Voltei a jogar Black Flag por pura nostalgia e fiquei surpreso com o quão bonito ele ainda é, como a navegação é fluida e muito mais.
Isso não significa que um remake seja uma má ideia. Visuais atualizados, sistemas navais expandidos e combate modernizado poderiam tornar Black Flag ainda melhor. Mas, ao contrário de muitos títulos antigos da Ubisoft, ele não é difícil de revisitar. Já possui boa preservação nas plataformas atuais, o que faz a decisão parecer menos urgente em comparação com outras franquias do catálogo da empresa. Logicamente, o jogo não é perfeito — especialmente em missões de furtividade e repetição de combate — que poderiam ser corrigidas, mas a experiência principal ainda se sustenta perfeitamente em 2026.
Prince of Persia precisa mais dessa ajuda

Em comparação, Prince of Persia: The Sands of Time parece preso em outra era. Lançado originalmente em 2003, o jogo foi revolucionário para a época graças ao parkour, à narrativa cinematográfica e ao sistema de voltar no tempo. Muitos jogos modernos de ação e aventura se inspiram nele, incluindo o próprio Assassin’s Creed. A Ubisoft já reconheceu essa conexão várias vezes ao longo dos anos. Ainda assim, apesar de sua importância, The Sands of Time é em grande parte inacessível nos consoles modernos.
Jogadores que querem revisitá-lo geralmente precisam de hardware antigo, soluções alternativas no PC ou serviços de streaming. E mesmo quando você joga hoje, a idade do jogo fica evidente. Controles de câmera, combate e etc, são bem menos refinados do que a memória nostálgica sugere. É por isso que o anúncio do remake original gerou tanta empolgação: os fãs esperavam uma reconstrução com visuais modernos e jogabilidade mais fluida, mantendo o coração da história.
Em vez disso, o projeto ficou marcado negativamente após o trailer de revelação de 2020, que foi mal recebido. A Ubisoft acabou reiniciando o desenvolvimento internamente, adiando o jogo indefinidamente e removendo-o da janela de lançamento anterior. A frustração só aumentou depois que Prince of Persia: The Lost Crown se tornou um grande sucesso em 2024. O jogo de ação em estilo side-scrolling mostrou como a franquia ainda pode ser forte quando recebe a devida atenção. Seu combate, plataforma e design de fases atraíram novos jogadores, enquanto fãs antigos comemoraram ver a série prosperar novamente. Esse sucesso deveria ter reforçado a importância de The Sands of Time na história dos games.
As prioridades da Ubisoft parecem invertidas
Para deixar claro, estou extremamente empolgado com um remake de Assassin’s Creed IV: Black Flag e com certeza vou jogá-lo no lançamento. A ideia de explorar um Caribe totalmente reconstruído com tecnologia moderna é incrível. A Ubisoft poderia melhorar drasticamente a IA naval, expandir cidades, aprofundar a customização de navios e criar uma exploração oceânica ainda mais fluida do que a original permitia em 2013. Black Flag envelheceu muito bem, mas ver o potencial de melhorias só aumenta a vontade de um novo grande jogo de pirata.
Mas a empolgação não apaga a decepção com o remake de Prince of Persia: The Sands of Time Remake. As prioridades da Ubisoft parecem invertidas ao comparar o estado atual dos dois jogos. Um continua amplamente disponível, visualmente atraente e divertido de jogar. O outro está envelhecendo rapidamente e é difícil de acessar legalmente em sistemas modernos. Remakes funcionam melhor quando resgatam experiências que o público atual tem dificuldade de revisitar — e esse não é o caso de Black Flag.
Enquanto isso, Prince of Persia: The Sands of Time ajudou a moldar toda a identidade moderna da Ubisoft. Sem ele, provavelmente não existiria Assassin’s Creed como conhecemos hoje. Sua influência em sistemas de movimento, narrativa cinematográfica e exploração ambiental ainda pode ser vista em vários jogos da empresa. Ver esse título ficar de lado enquanto Black Flag recebe mais destaque é compreensivelmente frustrante para fãs antigos.
Tomara que o sucesso de Prince of Persia: The Lost Crown e do eventual remake de Black Flag convença a Ubisoft a realmente investir na restauração de Prince of Persia como uma franquia principal novamente. O público claramente existe, e não seria surpresa se a empresa revisitasse o remake de The Sands of Time no futuro. Os fãs pedem isso há anos. E embora navegar novamente pelo Caribe seja fantástico, voltar no tempo em palácios persas antigos também merece outra chance.
