Saiba o motivo inusitado que levou pro player brasileiro a ser banido do Warzone e de torneios oficiais

Entenda o caso de Lukinas, pro player brasileiro banido do Warzone e de torneios oficiais da Activision.

Um pedido de ajuda para desbloquear uma camuflagem se transformou no maior baque da carreira de um dos principais nomes do cenário competitivo brasileiro de Call of Duty.

Estou falando do pro player e criador de conteúdo Lukinas, que revelou recentemente o motivo por trás do seu banimento permanente dos servidores de Call of Duty há meses atrás.

Embora um banimento como este deixem marcas permanentes na carreira de um pro-player, as consequências não pararam por aí. O impacto maior aconteceu quando ele e seu time na época, Dreyk e Horid, tentaram fazer o check-in na fase de qualificação para a Esports World Cup (EWC) e, a organização informar que o time não estava apto para participar.

Sem obter respostas claras do suporte oficial, o jogador se viu forçado a entrar com um processo judicial contra a Activision para entender melhor o motivo que levou a este banimento. Após meses de espera, a resposta chegou.

O motivo do banimento

Tudo começou no ano passado, com o lançamento da cobiçada camuflagem Abyss. Devido à sua rotina cheia com a criação de vídeos e treinos, Lukinas confiou o acesso de sua conta a um amigo para progredir no desbloqueio da camu.

O problema é que o processo não foi feito de forma orgânica. Para facilitar o processo, esse amigo utilizava uma tática de manipulação de partidas: ele controlava outros dispositivos simultaneamente ou convidava outros jogadores para buscarem partidas ao mesmo tempo.

O objetivo era fazer com que todos caíssem no mesmo servidor. Uma vez dentro do mapa, os envolvidos se encontravam em um local combinado, permitindo que a conta de Lukinas eliminasse os outros personagens sem qualquer reação, já que eram controlados pelo próprio amigo ou por conhecidos focados nessa prática.

Apesar de ser um método conhecido e até comum entre amigos ou grupos da comunidade, a atitude viola diretamente os Termos de Serviço de Call of Duty. Por se tratar de uma conta de um pro player, o pente-fino da Activision, ao que parece, se provou eficiente.

A situação levanta debates na comunidade. Embora a Activision esteja apenas aplicando suas diretrizes, um banimento permanente somada a exclusão de competições mundiais por causa de um farm de camuflagem soa como uma medida excessiva. Ainda mais considerando que os servidores do Warzone estão frequentemente lotados de verdadeiros cheaters, que no máximo são punidos com um shadowban temporário.

Além disso, é no mínimo questionável que um jogador precise recorrer a ações legais apenas para descobrir o motivo de um banimento.

Apesar do golpe duro, Lukinas garante que não vai desistir e continuará buscando formas de reverter a decisão para tentar retornar aos campeonatos no ano que vem.

Seja como for, a equipe do Jogaverso deseja boa sorte ao Lukinas e que ele possa voltar a representar o Brasil o mais cedo possível.

Para quem quiser conferir o relato completo do jogador, o vídeo está disponível abaixo.


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