Sabemos que a Bethesda já foi considerada a grande referência na criação de RPGs para a indústria de jogos, mas um novo relato de bastidores acende um sinal de alerta sobre o ambiente criativo da desenvolvedora.
De acordo com Dennis Mejillones, ex-artista sênior que trabalhou no estúdio entre 2009 e 2021 (passando por títulos como Skyrim, Fallout 4 e Starfield), uma perigosa “cultura do sim” se formou ao redor do lendário diretor Todd Howard.
Em participação no podcast Kiwi Talkz, Mejillones explicou que as equipes de gerência têm receio de bater de frente ou dizer “não” para as propostas do chefe, devido ao seu status inquestionável na empresa.
“Muitas pessoas tinham medo de dizer não ao Todd, e eu acho que isso o prejudicou”, declarou o ex-desenvolvedor.
“É como George Lucas. Acho que George Lucas é um gênio, e acho que gênios também têm ideias terríveis. Nem tudo será um sucesso, mas se você não tiver alguém para te dar uma avaliação honesta porque têm medo de dizer o que pensam, isso na verdade te atrapalha”.
Vale notar que, durante a conversa, Mejillones acrescentou que a atenção de Howard acabou sendo cada vez mais dividida ao longo dos anos. Especialmente em projetos recentes, como Fallout 76 e Starfield, o diretor ficou mais afastado do desenvolvimento no dia a dia por estar comandando um negócio massivo.
Toda essa situação levanta uma forte preocupação da comunidade, principalmente em relação ao destino de The Elder Scrolls 6.
A aguardada sequência saiu de sua fase de pré-produção recentemente, engatando após o lançamento de Starfield, e já se encontra em desenvolvimento ativo.
Rumores apontam que o novo The Elder Scrolls já possui versões em estágio “bastante jogável” circulando internamente na Microsoft, mas os fãs não devem esperar por novidades tão cedo. A expectativa da comunidade é de que o jogo veja a luz do dia apenas por volta de 2028.
