
A Nintendo está sendo alvo de questionamentos sobre o Switch 2. Apesar do sucesso de vendas do console, desenvolvedores e jornalistas relataram dificuldades para criar jogos na plataforma. A situação ganhou força depois da Gamescom, quando o Elden Ring: Tarnished Edition apresentou queda de desempenho no modo portátil. Além disso, surgiram relatos de que a versão de Borderlands 4 para o Switch 2 teria problemas para lidar com muitas entidades em tela ao mesmo tempo, rodando a 30 quadros por segundo e com travamentos em transições de área.
As discussões sobre a capacidade do hardware cresceram após essas demonstrações. O caso do Elden Ring mostrou dificuldades ao sair de áreas fechadas para regiões abertas, o que levantou dúvidas sobre a força do console em jogos de grande escala. A mesma preocupação foi reforçada por jogadores e criadores de conteúdo quando vídeos de Borderlands 4 começaram a circular.
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Nem todos os ports sofrem do mesmo problema. Cyberpunk 2077 foi citado como exemplo de adaptação bem-sucedida. Já Final Fantasy 7 Remake recebeu elogios durante os testes no Switch 2, sendo descrito pela Digital Foundry como a melhor experiência visual já vista no hardware.
O cenário fica mais confuso com relatos sobre o acesso restrito aos kits de desenvolvimento do Switch 2. Em julho, a Digital Extremes, estúdio responsável por Warframe, afirmou não ter conseguido acesso ao kit. Segundo a empresa, existe uma fila de espera grande para receber o equipamento. Outros estúdios, incluindo nomes de peso e desenvolvedores independentes, também mencionaram dificuldades semelhantes. Russell Kay, gerente de produto do GameMaker, disse em junho que precisou manter o kit em uma sala trancada, com acesso limitado.
A questão voltou à tona em agosto após novas menções em podcasts e vazamentos. John Linneman, da Digital Foundry, relatou que conversou com vários estúdios na Gamescom que não conseguiram o kit e, em alguns casos, foram orientados a lançar seus jogos no primeiro Switch e confiar no suporte de backwards compatibility. No mesmo mês, Jeff Gerstmann afirmou ter recebido relatos de desenvolvedores confirmando a dificuldade de acesso ao hardware. A ausência de certos estúdios tradicionais e a presença de produtoras menores, como a Campfire, reforçaram a estranheza entre os fãs.
Esse desencontro entre o desempenho de ports e a distribuição seletiva dos kits mantém a discussão sobre o futuro do Switch 2 entre os assuntos mais comentados da indústria.
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